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Ciberteologia
Revista de Teologia & Cultura
 
Edição nº 17 - Ano IV - Maio/Junho 2008 - ISSN: 1809-2888

Comunhão dos divorciados na Igreja

Afonso Maria Ligorio Soares

    Mariana casou-se na igreja de véu e grinalda. Oscar foi seu primeiro namoro sério e o único homem de sua vida em 15 anos de vida a dois. Ela não se casou tão despreparada assim para o que viria; sabia que nem tudo seriam flores. Só não podia imaginar que as flores seriam tão raras. Oscar acabou por revelar-se um péssimo marido: perdulário, alcoólatra, mulherengo. A católica-Mariana-de-comunhão-dominical tudo agüentava, pois, afinal, casar é para sempre. Só não pôde admitir quando começaram os gestos violentos. Aquilo foi a gota d’água. Preferiu ela mesma sair de casa e cuidar da própria vida. Na firma em que trabalhava conheceu André e, para encurtar a conversa, hoje estão juntos, amam-se muito e vão bem, obrigado. Só não podem participar da comunhão, embora nunca percam a missa de domingo e participem de uma ONG que atende crianças portadoras do HIV. Quando nos encontramos, eles sempre dão um jeito de me perguntar: “Mas, afinal, você que é teólogo, o que é que nos torna cristãos tão pouco exemplares para os demais irmãos e irmãs de fé?”

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Respostas a este tópico

        

     É verdade, isso mesmo a igreja, tem estes preconceitos, mas aqui na minha igreja Católica,o padre faz uma pequena celebração com  o  casal daí podem receber a comunhão sempre que quiser.

que lindo Vanderli. 

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