Ave Luz

Alegra-te cheia de graça!

:: Wagner Borges ::
(Nas telas do Infinito com Jesus)



Aqueles que são médiuns da Luz são trabalhadores do Céu, que criou a Terra; são como alto-falantes do Eterno, por onde as vozes dos espíritos alertam os homens.

Muitas vezes, o Alto envia seus emissários, que trazem boas novas do Céu entre os homens. Em determinadas épocas, eles se manifestam no plano físico; em outras, operam invisivelmente, sem que a humanidade note a sua presença.

E, hoje, eu quero contar uma história sobre Jesus. E era o meu avô, o Ancião, que me contava essa história. E ele me contou isto muitas vezes; e eu, que era criança, não entendia direito, mas guardei as palavras dele no meu coração.

O meu avô era um sábio, tranquilo e humilde. Homem de poucas posses, nunca teve status e trabalhou a vida inteira. Nunca ouvi qualquer reclamação dele para com qualquer outra pessoa. Nunca o vi irritado. Para todos, sempre tinha um palavra de conforto e de apoio; e ele sempre rezava quietinho no seu canto. Ele ligava o seu coração ao Coração de Jesus...

Ele curou muitas pessoas e também libertou muitos espíritos presos, em muitas ocasiões. E me contou as histórias de Jesus, e me disse que quem as contava para ele, por sua vez, eram os anjos, que desciam numa coluna de luz em sua morada.

E esses anjos projetavam imagens da época de Jesus na Terra, e diziam para ele que essas imagens estavam gravadas na aura do planeta, disponíveis para todos que tivessem o coração aberto.

E nessas imagens, o meu avô via Jesus conversando com seus discípulos e com as pessoas da população simples. Ele viu a decida de Jesus à Terra, que foi como um raio cortando os diversos planos e descendo no orbe.

Desde o momento de sua descida, havia uma Coluna de Luz sobre Ele, que entrava sobre sua cabeça e ia até os seus pés. Uma proteção divina constante. Mesmo encarnado num corpo da Terra, Ele estava ligado ao Céu, e sua encarnação não era uma descida comum. Assim como outros instrutores espirituais ao longo da história, Ele também desceu numa missão especial.

E Ele foi crescendo em Glória e Luz e, desde pequeno, manifestava diversos poderes incompreensíveis até para os seus pais. E Ele descobriu que teria que manter esses poderes sob controle, para não assustar as pessoas.

E Ele foi crescendo... E a Coluna de Luz sobre Ele, todo o tempo.

E, sim, Ele levitou sobre as águas. Não é um mito. Porque Ele podia flutuar, e sabia como fazer para vencer as leis da gravitação. Mas Ele não costumava fazer isso, porque jamais ficaria acima de seus semelhantes. Por isso, ele mantinha suas capacidades sob um certo controle, pois Ele não queria manifestações externas desse poder. Ele queria a transformação das consciências e a transmutação dos corações.

E o meu avô me contou que também O viu conversando com as pessoas simples e com os discípulos, e que eles não entendiam metade do que Ele falava, porque eles cometiam o erro de tentar escutá-Lo com a mente. Mas Ele usava da linguagem do Espírito, que só é compreendida pelos corações.

E os poucos que compreenderam sua mensagem, dentro do coração, tiveram o Amor como a aurora que surgiu em meio às trevas de suas limitações. Suas palavras calaram fundo, porque falavam diretamente ao Espírito.

E Ele caminhou pela Terra até o momento final de seu trabalho... E Ele sabia que os fracos do caminho não eram aqueles que caíam sobre o poder da espada ou do governo do mundo. Os fracos eram aqueles que, supostamente, detinham o poder do mundo - os arrogantes, os que se achavam muito fortes.

Ele sabia que sempre haverá um amanhã e que, aquele que planta, com certeza colherá...

Ao ver alguém caído sob o peso da violência, Ele não se abalava; mas Ele tinha grande compaixão por quem praticava a violência, porque ali Ele via o verdadeiro doente.

Ele via dentro dos corações aquilo que ninguém via. E Ele se admirava muito da aurora e do crepúsculo, momentos mágicos.

E, então, Ele se foi... Para o Céu de onde veio, deixando a sua mensagem e, ao mesmo tempo, arrebatando muitos espíritos em sua ascensão.

E o meu avô me contou tudo isso, que ele via, espiritualmente, mostrado pelos anjos. E ele sempre reafirmava que, apesar de todo seu poder, Jesus jamais pairaria acima dos seus semelhantes, porque Ele os considerava como irmãos, como iguais diante de Deus.


E o meu avô, no devido tempo, também se foi... E eu cresci, formei a minha família e também me tornei avô, no tempo certo das coisas.

Pois, assim como as estações passam, e a fruta verde finalmente amadurece, as folhas verdinhas também caem, em seu tempo. E também é assim na vida do homem da Terra... E eu também tive o meu tempo, onde as folhas verdes de minha vida física foram secando com a idade.

E eu tentei contar para os meus netos a mesma história que o meu avô me contava, mas o tempo era outro e eles não ouviam. E, no momento certo, eu também fui... E encontrei o meu avô, rejuvenescido - e eu, também, rejuvenescido.

E nós contamos muitas histórias, um para o outro, e o meu avô me disse que estava na hora dele ir para outro lugar e que ele me deixaria no posto dele. Então, os anjos que se comunicavam com ele, passaram a se comunicar comigo, e eu comecei a ver as mesmas imagens de Jesus. E eles me orientaram a descer entre os homens de boa vontade, para recontar a mesma história. E pela graça de Deus, isto agora é possível.

Porque Deus coloca mensageiros e médiuns na Terra, que são alto-falantes do Eterno, para que as vozes dos antigos não se percam em sua sabedoria. Para que elas possam ser veiculadas no mundo moderno, tão carente de histórias que falem ao coração.

E, hoje, nós podemos estar juntos numa comunhão de corações que intercambiam luzes e sentimentos, que viajam para outros corações, de todos os planos...

E, se vocês me permitem dizer, embora os anos passem, todos vocês são crianças diante da sabedoria do Eterno. E criança faz muita birra- tem muita teimosia -, mas, sempre haverá um amanhã... E nenhuma birra, nenhuma teimosia, nenhuma espécie de arrogância irão dominar o amanhã de vocês.

Numa outra ocasião especial, eu virei aqui novamente. Se for possível a vocês guardarem um lugar para mim, eu me sentarei junto. Se vocês reservarem um banquinho de madeira, para que eu me sente como fazia, outrora, eu lhes contarei outras histórias, porque o meu avô também falava do Buda. Dizia que Ele era capaz de acalmar as tempestades e as ventanias, e poucos sabem disso. E falava também de Sócrates, Pitágoras, Krishna e outros instrutores.

Há muitas histórias, e mesmo aquelas que o meu avô não me contou, hoje os anjos me contam e me mostram, nas telas do passado, esses acontecimentos maravilhosos, que servem de referência para novas inspirações nos dias de hoje.

Numa próxima ocasião, se Deus assim permitir e vocês guardarem o meu lugar, eu retornarei. Ah, hoje eu também sou conhecido como o meu avô era conhecido: eu sou apenas mais um Ancião.

- O Ancião -

(Recebido espiritualmente por Wagner Borges

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