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Quando será proclamado o quinto dogma Mariano? - Maria, co-Redentora, Medianeira e Advogada

 

Antes de entrarmos na questão, vejamos quais são os dogmas marianos:

 

Os dogmas Marianos

O termo “dogma” provém da língua grega, “dogma”, que significa “opinião” e “decisão”. No Novo Testamento, é empregado no sentido de decisão comum sobre uma questão, tomada pelos apóstolos (cf. At. 15,28). Os Padres da Igreja, antigos escritores eclesiásticos, usavam dogma para designar o conjunto dos ensinamentos e das normas de Jesus e também uma decisão da Igreja.

Paulatinamente, a Igreja, com o auxílio dos teólogos e pensadores cristãos, precisou e esclareceu o sentido de dogma. Na linguagem atual do magistério e da teologia, o ‘dogma’ é uma doutrina na qual a Igreja, quer com um juízo solene, quer mediante o magistério ordinário e universal, propõe de maneira definitiva uma verdade revelada, em uma forma que obriga o povo cristão em sua totalidade, de modo que sua negação é repelida como heresia e estigmatizada com anátema” (Marcelo Semeraro, professor de teologia).

Definidos pelo magistério da Igreja de maneira clara e definitiva, os dogmas são verdades de fé, contidas na Bíblia e na Tradição. “O magistério da Igreja empenha plenamente a autoridade que recebeu de Cristo, quando define dogmas, isto é, quando, utilizando uma forma que obriga o povo cristão a uma adesão irrevogável de fé, propõe verdades contidas na Revelação divina ou verdades que com estas têm uma conexão necessária” (Catecismo da igreja católica, no 88).

Na Igreja os dogmas são importantes, porque ajudam os cristãos a se manterem fiéis na fé genuína do cristianismo. “Os dogmas são como placas que indicam o caminho de nossa fé. Foram criados para ajudar a gente a se manter no rumo do Santuário vivo, que é Jesus” (CNBB  Com Maria, rumo ao novo milênio. pág. 81).

Referentes a Maria, a Igreja propõe quatro dogmas: Maternidade divina, Virgindade perpétua, Imaculada Conceição e Assunção. Constituem verdades que os cristãos aceitam, aprofundam e vivenciam na comunidade de fé.

Mãe de Deus

Aos 22 de junho de 431, o Concílio de Éfeso definiu explicitamente a maternidade divina de Nossa Senhora. Assim o Concílio se expressou: “Que seja excomungado quem não professar que Emanuel é verdadeiramente Deus e, portanto, que a Virgem Maria é verdadeiramente Mãe de Deus, pois deu à luz segundo a carne aquele que é o Verbo de Deus”.

A intenção do Concílio de Éfeso era a de afirmar a unidade da pessoa de Cristo. Reconhecer Maria como Mãe de Deus (“Theotokos”) significa, na verdade, professar que Cristo, Filho da Virgem Santíssima segundo a geração humana, é Filho de Deus.

O povo se alegrou tanto que levou os bispos do Concílio para suas casas e festejaram a proclamação do dogma mariano. A maternidade divina de Nossa Senhora é peça-mestra da teologia marial.

Virgindade perpétua

Conferindo as Sagradas Escrituras e os escritos dos Santos Padres, o Concílio de Latrão preconizou como verdade a Virgindade Perpétua de Maria no ano 649. Durante o Concílio, o Papa Matinho I assim afirmou: “Se alguém não confessa de acordo com os santos Padres, propriamente e segundo a verdade, como Mãe de Deus, a santa, sempre virgem e imaculada Maria, por haver concebido, nos últimos tempos, do Espírito Santo e sem concurso viril gerado incorruptivelmente o mesmo Verbo de Deus, especial e verdadeiramente, permanecendo indestruída, ainda depois do parto, sua virgindade, seja condenado”.

Nossa Senhora foi sempre Virgem, isto é, antes do parto, no parto e depois do parto. Os diversos credos e concílios antigos retomaram e afirmaram essa verdade. Santo Inácio de Alexandria, são Justino, santo Irineu, santo Epifrânio, santo Efrém, santo Ambrósio, são Jerônimo e santo Agostinho foram os exímios defensores da Virgindade de Maria. A Virgindade perpétua de Maria faz parte integrante da fé cristã.

Imaculada Conceição

Em 8 de dezembro de 1854, o papa Pio IX definiu o terceiro dogma mariano: Imaculada Conceição de Maria. Em sua Bula “Ineffabilis Deus”, o Pontífice declarou a doutrina que ensina ter sido Nossa Senhora imune de toda mancha de pecado original, no primeiro instante de sua conceição, por singular graça e privilégio de Deus Onipotente, em vista dos méritos de Cristo Jesus Salvador do gênero humano.

Duns Scott (1266-1308) foi o teólogo que argumentou, historicamente, em favor do privilégio mariano, baseando-se na redenção preventiva.

O dogma da Imaculada Conceição nos ensina que, em Maria, começa o processo de renovação e purificação de todo o povo. Ela “é toda de Deus, protótipo do que somos chamados a ser. Em Maria e em nós age a mesma graça de Deus. Se nela Deus pôde realizar seu projeto, poderá realizá-lo em nós também” (Dom Murilo S. R. Krieger – bispo e escritor mariano).

Assunção de Maria

A Assunção de Maria foi o último dogma a ser proclamado, por obra do papa Pio XII, a 1o de novembro de 1950. Na Constituição Apostólica “Munificentissimus Deus”, o Pontífice afirmou que, depois de terminar o curso terreno de sua vida, ela foi assunta de corpo e alma à glória celeste. Mais de 200 teólogos, em todas as partes da Igreja, demonstraram interesse e entusiasmo pela definição dogmática.

Imaculada e assunta aos céus, Maria é a realização perfeita do projeto de Deus sobre a humanidade. “A Assunção manifesta o destino do corpo santificado pela graça, a criação material participando do corpo ressuscitado de Cristo, e a integridade humana, corpo e alma, reinando após a peregrinação da história” (CNBB – Catequese renovada, no 235).

Os dogmas marianos iluminam a vida espiritual dos cristãos. “Os dogmas são luzes no caminho de nossa fé, que o iluminam e tornam seguro” (Catecismo da igreja católica, no 90). (do link - http://www.paraclitus.com.br/2011/apologetica/maria-santissima/os-d...)

 

O Quinto Dogma seria:

 

Maria, co-Redentora, Medianeira e Advogada

 

Co-Redentora (em latim: Co-Redemptrix) na mariologia da Igreja Católica se refere ao papel da Virgem Maria no processo de redenção e salvação. É um conceito distinto de Medianeira.
O conceito de Co-Redentora remete para uma participação indireta, mas importante da Bem-aventurada Virgem Maria na redenção, pois Maria deu à luz o Redentor (Jesus Cristo), que é o responsável por toda a redenção e salvação, assim ela foi mediadora de redenção.
O conceito de Co-Redentora não é um dogma, embora petições para declará-lo (juntamente com Medianeira) dogmaticamente, tenham sido submetidos ao Papa por vários cardeais e bispos, para que esta crença possa tornar-se o quinto dogma mariano aprovado pela Santa Sé.
O conceito de Co-Redenção não é novo, mesmo antes do ano 200, Santo Ireneu de Lyon refere-se a Maria como "causa salutis" (causa de nossa salvação) devido aos seu Filho
São Bernardo na sua obra "Grandezas de Maria", São Luís Maria Grignion de Montfort na sua obra "Tratado da verdadeira devoção à Santíssima Virgem Maria" e Santo Afonso Maria de Ligório na sua obra "Glórias de Maria", referem-se inúmeras vezes, e de modo detalhado, ao modo como é que Nossa Senhora exerceu e exerce o seu papel de Co-Redentora da Humanidade.
Muitos teólogos têm discutido o conceito desde o século XIX. Os principais defensores da tese no século XX foram o Pe. Frederick William Faber, um mariologista muito respeitado e o Padre Gabriel Roschini.
Os Papas começaram a mencionar o conceito da Virgem Maria como Co-Redentora em documentos oficiais da Igreja na parte mais tenra do século XX, e continuam a fazê-lo neste século.
Dentre os papas que defenderam este conceito estão:
o Papa Leão XIII, o Papa Pio X, o Papa Bento XV], o Papa Pio XII, o Papa João Paulo II, e Papa Bento XVI.
FUNDAMENTAÇÃO BÍBLICA:

As Sagradas Escrituras são comumente citadas em favor deste ensinamento

1)- Lucas 1:38: "E Maria disse: Eis a serva do Senhor, seja ela para mim segundo a tua palavra. E o anjo afastou-la".

2)- Gálatas 2:20: "Eu fui crucificado com Cristo, e eu já não vivo, mas Cristo vive em mim. A vida que eu vivo no corpo, eu vivo pela fé no Filho de Deus, que me amava e deu a si mesmo por mim".

3)- Lucas 1:26: "No sexto mês, Deus enviou o anjo Gabriel a Nazaré, uma cidade da Galiléia, a uma virgem prometeu se casar com um homem chamado José, uma descendente de Davi. O nome da virgem era Maria. O anjo foi até ela e disse: "Salve, Cheia de Graça! O Senhor é contigo."

4)- O que falta às tribulações de Cristo, completo na minha carne, por seu corpo que é a Igreja”. (Col 1, 24)

Proposta de definição dogmática

A declaração formal de Co-Redentora como um dogma mariano teve tanto apoio popular e eclesiástico que milhões de assinaturas foram recolhidas. 

Mas há oposição dentro de alguns círculos no Vaticano que apelam pela necessidade de maior clareza sobre o conceito.
Apoio popular e eclesiástico

No início da década de 1990 o Professor Mark Miravalle da Universidade Franciscana de Steubenville e autor do livro "Maria: Co-Redendota, Medianeira e Advogada" lançou uma petição popular para o Papa João Paulo II para utilizar a infalibilidade papal para declarar Maria como co-redentora. 

Mais de seis milhões de assinaturas foram recolhidas de 148 países, incluindo as de Madre Teresa de Calcutá, e 41 outros cardeais e 550 bispos. Porém o pedido foi-lhes negado.

Em 8 de fevereiro de 2008 cinco Cardeais da Igreja Católica emitiram uma petição solicitando ao Papa Bento XVI que declarasse dogmaticamente a Virgem Maria como Co-Redentora e Medianeira. 

Os cardeais também incluíram um votum (ou seja, petição), que permitiria a outros cardeais e bispos também solicitarem o mesmo para o pontífice. 

Atualmente mais de 500 bispos assinaram o votums enviado para o Vaticano em apoio de um quinto dogma mariano.

Prelados de países como Filipinas, Nigeria, Argentina, Espanha e India e até mesmo uma docente anglicana dos Estados Unidos se encontraram em 2010 no Vaticano para promover uma solene declaração do quinto dogma mariano. Durante a jornada de estudo, organizada pela revista “Inside the Vatican”, foram discutidos alguns possíveis títulos de Maria como “Co-redentora”, “Mediadora de todas as Graças” e “Advogada do Povo de Deus” e sobre as conseqüências que uma sua definição por parte da Igreja poderiam ter sobre a fé de católicos e não.

Petição em Português para o Quinto Dogma Mariano

Petição em Português para o Quinto Dogma Mariano

Encorajamos todas as pessoas para que considerem copiar e enviar pelo correio a seguinte petição (abaixo indicada) a Sua Santidade, o Papa Francisco, apelando-o para que proclame uma definição papal solene de Maria Santíssima como Mãe Espiritual de toda a Humanidade segundo os três principais aspectos: Co-Redentora, Medianeira de todas as Graças e nossa Advogada. Se assim o desejarem, poderão também compor ou adaptar esta petição individualmente, cada um com as suas próprias palavras, e enviá-la para o mesmo endereço postal indicado, podendo agregar o seu nome e endereço no final.

A Sua Santidade, o Papa Francisco
A/c: Rev. Monsenhor Gänswein, Secretário Privado
Palácio Apostólico
00120 Cidade do Vaticano
ITÁLIA

 

Vossa Santidade:

 

Em pleno espírito de amor filial e de obediência, nós, como membros do Povo de Deus, desejamos humildemente apresentar-Lhe a nossa petição e oração pela definição papal solene de Maria Santíssima como Mãe Espiritual de toda a Humanidade segundo os três principais aspectos: Co-Redentora, Medianeira de todas as Graças e nossa Advogada.

Nós acreditamos firmemente, Vossa Santidade, que a declaração papal solene da Bem-aventurada Virgem Maria como Mãe Espiritual de toda a Humanidade nos papéis que o próprio Deus Lhe destinou como Co-Redentora, Medianeira de todas as Graças e nossa Advogada, trará decerto grandes graças à Igreja e ao Mundo mediante o reconhecimento solene explícito do Seu papel Maternal por parte da Igreja, e, portanto, permitindo-Lhe exercer plenamente o dom da Maternidade Universal que Jesus Cristo Lhe confiou no alto da Cruz ao dizer: “Mulher, eis aí o teu filho. Filho, eis aí a tua Mãe!” (Jn 19:26-27). Acreditamos, também, que esta mesma proclamação dogmática adiantará a autêntica missão ecuménica da Igreja ao proclamar-se toda a verdade revelada sobre Maria, quem sempre colaborou de uma forma totalmente excepcional na obra da nossa redenção e de uma maneira que foi inteiramente subordinada a Jesus Cristo, o único Redentor Divino de toda a raça humana.

Considerando as inúmeras e graves crises com que toda a família humana se depara no presente, incluindo a guerra, o terrorismo, a declinação moral e os desastres naturais, humildemente solicitamos a Vossa Santidade que declare solenemente o dogma de Maria como Mãe Espiritual de toda a Humanidade, especificando que se trata da Co-Redentora, Medianeira de todas as Graças e nossa Advogada, e promovendo assim uma atualização plena da Sua intercessão Maternal pela Humanidade, o que nós mesmos acreditamos que operará uma profunda e contínua graça histórica para a Igreja e para o Mundo.

 

 

 


Nossa Senhora de Todas as Nações

 

O último dogma mariano que se proclamará será aquele pela qual a Virgem será chamada "Corredentora, Mediadora e Intercessora", especialmente, "Medianeira universal de todas as graças..." (veja em http://aveluz.ning.com/group/apariesdemariapelomundo/forum/topics/n...)

 

Nossa Senhora teria aparecido e falado por várias décadas sob o título de “ A Senhora de Todas as Nações” para uma mulher de nome  Ida Peerdeman, em Amsterdam . Ela tinha muitas mensagens de grande importância para o futuro da Igreja . Ela parecia prever o Concílio do Vaticano II e muitas questões específicas abordadas nele , mais de dez anos antes da chamada “ surpresa” do conselho . Ela afirmou que muitas modernizações seriam necessárias na Igreja assim Roma teria a oportunidade especial que lhe foi dada de evangelizar através dos meios modernos de nossos dias .  Ela alertou para um grave perigo no final do século XX : o ressurgimento da heresia modernista .

A Senhora de Todas as Nações  previu o “ final do dogma mariano” proclamando Nossa Senhora “ Co-Redentora, Medianeira e Advogada” , e que explica a teologia mariana e que coroa Nossa Senhora. 

 

 

 

Maria, Medianeira de todas as Graças

Alguns acham exagero dizer que Nossa Senhora é a medianeira de todas as graças de Deus; mas isto é afirmado por grandes santos e doutores da Igreja, como mostramos abaixo.

São Bernardo, doutor a Igreja, falecido em 1153, é autor da célebre sentença: “Deus quis que recebamos tudo por Maria” (citado em Valle, Pe. Inácio.  “Vamos todos a Maria Medianeira”, Ed. Paulinas. 4ª ed., São Paulo, 1953, p. 191 - VtMM,  p. 69).

S. Luiz de Montfort afirma:“Deus Pai ajuntou todas as águas e denominou-as mar; reuniu todas as graças e denominou-as Maria. Esse grande Deus tem um tesouro, um depósito riquíssimo, onde encerrou tudo que há de belo, brilhante, raro e precioso, até seu próprio Filho; e este tesouro imenso é Maria, que os anjos chamam tesouro do Senhor, e de cuja plenitude os homens se enriqueceram.” (Tratado da Verdadeira Devoção à Virgem Santíssima,  n. 23-25 - TVD).

Talvez se possa achar algum exagero nessas palavras do santo, pelo fato de ser dito que “nenhum” dom é concedido aos homens sem que o seja pelas mãos de Maria. Contudo, se examinarmos com a devida atenção a vida de Jesus, veremos que foi por Maria que Ele quis agir em muitas situações. Por Maria Ele se encarnou; pela palavra de Maria santificou São João Batista, Seu precursor, no seio de Isabel. Foi por Maria que Ele, nas núpcias de Caná (Jo 2), mudou “seiscentos” litros de água em vinho da melhor qualidade, Seu primeiro milagre.

Se a maior de todas as graças que recebemos de Deus Pai, Jesus Cristo, veio a nós por meio de Maria, como então todas as outras graças menores chegariam a nós, senão por ela?

É claro que Deus é o Senhor absoluto de todas as graças. E Maria não é mais que uma pura criatura, e tudo que obtém recebe de Deus gratuitamente. Contudo, mais do que qualquer outra criatura na terra ela honrou e amou a Deus, sendo escolhida para ser Mãe de Seu Filho. Santo Afonso de Ligório afirma:“Deus quer que pelas mãos de Maria nos cheguem todas as graças… A ninguém isso pareça contrário à sã teologia. Pois Santo Agostinho, autor dessa proposição, estabelece como sentença, geralmente aceita, que Maria tem cooperado por sua caridade para o nascimento espiritual de todos os membros da Igreja” (Glórias de Maria,  p. 15).

Santo Afonso ainda explica: “Há quem ache ousada a grande confiança no patrocínio da Virgem e queira repreender-nos… Mas, como ensina o ‘Doutor Angélico’ (S. Tomás), nada se opõe a que também outros se designem medianeiros entre Deus e os homens, enquanto como ministros e instrumentos cooperam na união dos homens com Deus, como os anjos e santos do céu, os profetas e sacerdotes de ambos os testemunhos. Esta dignidade gloriosa cabe em ponto mais elevado à Santíssima Virgem. Pois não se pode imaginar uma só personalidade que operasse na reconciliação dos homens com Deus como Maria, ou pudesse jamais operar como ela… Foi dela que nasceu Jesus, e Ela é verdadeiramente Sua Mãe, e por essa causa digna e legítima Medianeira do Medianeiro” (VtMM,  pp. 32 e 33).

O  Papa Leão XIII, na encíclica “Octobri mense”, de 22 de setembro de 1891 sobre a Anunciação, diz com base em S. Tomás:“No dia da Anunciação era esperado o consentimento da Santíssima Virgem em lugar de toda a natureza humana. Donde se pode, com não menos verdade e exatidão, afirmar que nada desses tesouros de toda a graça que o Senhor nos trouxe - pois que a verdade e a graça vêm de Jesus Cristo (Jo 1,17) - nos foi comunicado senão por Maria. E deste modo, como ninguém pode ir ao Pai senão pelo Filho, assim também, quase de igual modo, ninguém pode ir a Jesus Cristo senão por Sua Mãe” (VtMM, p. 47).

Também o Concílio Vaticano II nos ensina que “um só é o nosso Mediador… Todavia a materna missão de Maria a favor dos homens de modo algum obscurece nem diminui essa mediação única de Cristo, mas até ostenta sua potência, pois todo o salutar influxo da bem-aventurada Virgem a favor dos homens não se origina de alguma necessidade interna mas do divino beneplácito. Flui dos superabundantes méritos de Cristo, repousa em Sua mediação, dela depende inteiramente e dela aufere toda a força. De modo algum impede, mas até favorece a união imediata dos fiéis com Cristo” (LG n. 60).

E o mesmo Concílio fala com toda sua autoridade:“A Igreja não hesita em proclamar esse múnus subordinado de Maria. Pois sempre de novo o experimenta e recomenda-o aos fiéis para que, encorajados por essa maternal proteção, mais intimamente adiram ao Mediador e Salvador” (LG n. 62).

Muitos santos falaram dessa mediação de Maria junto a Deus. São Bernardo (1090-1153) assim diz:“Tal é a vontade de Deus que quis que tenhamos tudo por Maria. Se, portanto, temos alguma esperança, alguma graça, algum dom salutar, saibamos que isto nos vem por suas mãos”.

São Bernardino de Sena:“Todos os dons virtudes e graças do Espírito Santo são distribuídos pelas mãos de Maria, a quem ela quer, quando quer, como quer, e quanto quer” (TVD, p. 137).

São Bernardo:“Eras indigno de receber as graças divinas: por isso foram dadas a Maria a fim de que por ela recebesses tudo o que terias” (idem).

Santo Efrém (306-373), doutor da Igreja, já no século IV afirmava:“Minha Santíssima Senhora, Santa Mãe de Deus, cheia de graças e favores divinos, Distribuidora de todos os bens! Vós sois, depois da Santíssima Trindade, a Soberana de todos; depois do Medianeiro, a Medianeira do Universo, Ponte do mundo inteiro para o céu. Olhai benigna para minha fé e meu desejo que me foram inspirados por Deus” (VtMM, p. 97).

São Boaventura (1218-1274), bispo e doutor da Igreja:“Deus depositou a plenitude de todo o bem em Maria, para que nisto conhecêssemos que tudo que temos de esperança, graça e salvação, dela deriva até nós” (VtMM,  p. 101).

Santo Alberto Magno (1206-1280), doutor da Igreja e professor de São Tomás:“É anunciada à Santíssima Virgem tal plenitude de graça, que se tornou por isso a fonte e o canal de transmissão de toda a graça a todo o gênero humano” (idem).

São Pedro Canísio (1521-1597), doutor da Igreja:“O Filho atenderá Sua Mãe e o eterno Pai ouvirá Seu próprio Filho: eis o fundamento de toda nossa esperança” (idem).

São Roberto Belarmino (1542-1621), bispo e doutor da Igreja:“Todos os dons, todas as graças espirituais que por Cristo, como cabeça, descem para o corpo, passam por Maria que é como o colo desse corpo místico” (VtMM,  p. 102).

São Luiz destaca outra razão importantíssima da intercessão de Maria. Diz ele:“Reconhecemo-nos indignos e incapazes de, por nós mesmos, aproximar-nos de Sua Majestade infinita; e por isso servimo-nos da intercessão da Santíssima Virgem. Além disso é uma prática de grande humildade, virtude que Deus ama acima de todas as outras. Uma alma que se eleva a si mesma rebaixa a Deus. Se vos rebaixais crendo-vos indignos de aparecer diante d’Ele e de vos aproximar d’Ele, Ele desce, rebaixa-se para vir até vós, para comprazer-se em vós, e para vos elevar.” (Tvd,  n. 142).

Santo Agostinho afirma que as orações de Maria junto a Deus têm mais poder junto da Majestade divina que as preces e intercessão de todos os anjos e santos do céu e da terra (Tvd, n. 27).

Maria Santíssima é de fato a Medianeira de Todas as Graças como inúmeras vezes afirmou o Papa Pio XI:“É a Rainha de todas as graças, a Medianeira de Todas as Graças” (VtMM,  p. 68).

Durante o processo de canonização de Joana D’Arc, a Congregação dos Ritos hesitou, durante anos, em atribuir à santa um dos milagres propostos para sua canonização, por ele ter acontecido em Lourdes. No entanto, o Papa Bento XV assim disse:“Se em todos os prodígios convém reconhecer a Mediação de Maria, pela qual, segundo vontade divina, toda a graça e todo o benefício nos vêm, não se pode negar que esta Mediação se manifestou, de modo muito particular, num dos milagres precitados. Entendemos que o Senhor assim o permitiu, para nos sugerir que nunca devemos deixar de pensar em Maria, ainda mesmo quando um milagre pareça dever atribuir-se à intercessão de um bem-aventurado ou santo. Até quando Deus se compraz em glorificar seus santos, é preciso supor sempre a intercessão daquela que os Padres chamam de ‘Medianeira dos medianeiros” - Mediatrix mediatorum omnium” (VtMM, p. 69).

Esta mesma doutrina foi confirmada pelo Papa Pio XI na Encíclica sobre o Santo Rosário, de 29 de setembro de 1937:“Convidamos a todos os fiéis para conosco agradecerem a Deus por termos recuperado a saúde. Como em outra parte já havemos dito, atribuímos essa graça à intercessão de Santa Teresinha do Menino Jesus, mas sabemos também que tudo quanto nos vem de Deus, o recebemos das mãos de Maria Santíssima” (VtMM,  p. 70).

Fica assim bastante claro que mesmo as graças que recebemos de Deus sem recorrermos a Maria nos são dadas também por meio de suas mãos.

Leão XIII, na mesma Encíclica “Octobri mense”, de 22 de setembro de 1891, faz suas as palavras de São Bernardo:

“Toda a graça concedida ao mundo segue esta tríplice gradação: de Deus a Jesus Cristo, de Jesus Cristo à Santíssima Virgem, da Santíssima Virgem aos homens: tal é a ordem maravilhosa de sua disposição” (VtMM,  p. 74).

Do livro – A mulher do Apocalipse Prof. Felipe Aquino – www.cleofas.com.br 

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Comentário de Maria Natividade de Jesus Barata em 20 outubro 2013 às 16:30

Bem haja  por toda a sua partilha

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