Ave Luz

Alegra-te cheia de graça!

Campanha "40 dias no deserto com Jesus" de Jejum e Oração

O sentido do deserto

“Cheio do Espírito Santo, voltou Jesus do Jordão e foi levado pelo Espírito ao deserto, onde foi tentado pelo demônio durante quarenta dias.” (Lc 4, 1-2a) 

Também nós queremos que o Espírito Santo nos conduza ao deserto! Na tradição bíblica e também nos primeiros séculos da Igreja, o deserto é considerado um lugar especial de encontro com Deus: “Por isso a atrairei, conduzi-la-ei ao deserto e falar-lhe-ei ao coração” (Os. 2, 16).

Ir ao deserto com Jesus durante este tempo de quaresma – ou outro tempo que você mesmo eleger (não necessariamente a quaresma) – é colocar-se no firme propósito de ter um encontro com Deus e com nossa própria verdade. O deserto não é um lugar, mas uma disposição espiritual.

Os “demônios” que precisamos enfrentar estão, antes de tudo, dentro de nós. São nossos próprios traços de personalidade, inclinações, atitudes que precisam ser reconciliados ou até mesmo vencidos, “exorcizados” para vivermos debaixo da Vontade de Deus. Uma batalha que se trava no decorrer de toda a vida. Sempre precisaremos de mudança, conversão. Ninguém se sinta pronto por ter percorrido um determinado trecho de sua senda espiritual. Sempre haverá a necessidade de se colocar novamente a caminho, de se confrontar, de mudar, de crescer. É tarefa de uma vida inteira.

É preciso ainda lembrar que, sem a graça de Deus, toda ascese (disciplina espiritual) é vã. A iniciativa é de Deus! É o Espírito Santo quem conduz Jesus ao deserto. “Porque é Deus quem segundo o seu beneplácito, realiza em vós o querer e o executar.” (Fp 2, 13)

Entrando no deserto

Entre no deserto! Mas entre com a determinação de abrir-se à Palavra e à Graça de Deus. Ninguém julgue estar pronto para essa empreitada por si mesmo. Não temos que provar nada a Deus. Não temos que “obrigá-lo” a fazer algo por nós, pois suas ações em nosso favor são sempre amorosas. O jejum é uma prática voltada para nosso crescimento e não para um Deus que exige sacrifício. Jesus já realizou o único e definitivo sacrifício, oferecendo-se por todos nós na cruz (Hb 10, 10). 

Os 40 DIAS nos lembram os 40 dias que Jesus esteve no monte das tentações. O tempo dedicado ao jejum é reservado para buscar ao Senhor, mesmo em meio às atividades cotidianas. Em Mt 6, 1-18, vemos como Jesus indica o jejum, a oração e a esmola como sinais característicos da vida de um cristão fiel. Em alguns momentos de decisão, porém, somos convocados a intensificar nossa comunhão com o Senhor.

Outro fator importante em um tempo de jejum é o propósito que nos move a fazê-lo. Um jejum sem propósito definido é como vagar num túnel escuro, sem se saber de onde ou para onde se vai. Olhando as Sagradas Escrituras, encontraremos muitas razões que levaram as pessoas ao jejum. Se vamos jejuar temos que ter objetivos firmes e claros pelos quais lutar:

• Estar com Deus; receber sua Palavra e alguma orientação concreta; interceder por alguém ou alguma situação; enfrentar o “inimigo” e suas tentações; etc...

Como faremos nosso jejum?

Jejuaremos às QUARTAS E SEXTAS-FEIRAS, durante o período de nossa Campanha, como estará indicado no roteiro à frente. Mas, durante os 40 dias, evitaremos alimentos pelos quais buscamos mais saciar nosso gosto do que as necessidades de nosso organismo (doces, refrigerantes, excesso de frituras ou outros alimentos que constituem hábitos alimentares aos quais estamos apegados). Além disso, evitando extravagâncias, vamos escolher entre duas opções:

 Iniciar a alimentação diária só a partir das 12h, ou simplesmente cortar uma das refeições do dia.

Cuidado somente para não “descontar” na próxima refeição para compensar o que não foi comido. Pessoas que fazem uso de medicação devem estabelecer o jejum em conformidade com o horário dos remédios, bem como aquelas com problemas de pressão alta, diabetes ou outro tipo de limitação de saúde ou restrição alimentar podem fazer jejum de televisão, conversas ou outras coisas. Mas lembre-se: inicialmente o jejum consta de algum sacrifício na alimentação.

A Palavra que nos guia

"Foi para a Liberdade que Cristo nos libertou!” (Gl. 5, 1)

Nosso caminho oracional será com o Livro do Êxodo, que vem do grego exodus, que significa saída. Em hebraico ele é chamado de “Livro dos Nomes”, pois traz o nome dos filhos de Jacó que desceram para o Egito. O livro procura ressaltar a intervenção providencial de Deus na libertação e formação do povo eleito. Por isso, o autor sagrado deixa de lado as causas naturais dos acontecimentos e descreve tudo como ação milagrosa de Deus. Podemos dizer que este livro é ponto central do Antigo Testamento (AT), é o Evangelho do AT. Como nos Evangelhos, este livro contém a Boa Nova da libertação. A experiência fundamental do povo de Israel é a experiência de Deus Libertador.

Haverá em nossa meditação alguns capítulos que poderão parecer para alguns muito áridos e técnicos, descrevendo detalhes do culto e dos objetos de culto. Em tudo há um propósito e o acento está na adoração que os remidos devem dar a Deus, da forma como Ele determinou. Deus designou tudo para o tabernáculo. Como na vida, há trechos mais árduos, mas não desista e nem deixe de ler estes capítulos. Ao Tabernáculo (que significa tenda), lugar onde habita Deus – que para nós é Cristo – o cristão vê toda sua vida convergir!

A vivência do Êxodo é imagem de nossa saída da escravidão para a liberdade, da morte para a vida, no difícil aprendizado da obediência a Deus. Somos “um povo de cabeça dura”. Vá vencendo isto dentro de você. Assim, o tema de nosso caminho é a proclamação que vem do apóstolo Paulo (Gl 5, 1):

“Foi para a Liberdade que Cristo nos libertou!”

Roteiro para a Campanha

Oferecimento Diário da Oração e Jejum

Deus de nossos pais, bendito seja teu santo Nome.

Bendito sejas por este dia de oração (e jejum) que me dás. 

Bendito sejas pela Palavra que é meu alimento. 

Bendito sejas pela Aliança que fizeste com o povo de Israel. 

Bendito sejas pela plenitude da Aliança realizada em Cristo Jesus. 

Pelo Espírito Santo, dá-me viver o dia de hoje em comunhão contigo, em atenção ao que se passa comigo e vigilante diante dos desvios do caminho. 

Inspira-me com tua luz, defenda-me com tua graça, santifica-me com teu amor. 

Invoco o preciosíssimo Sangue de Jesus para que me guarde,

a intercessão de Nossa Senhora para que me valha e a proteção dos Arcanjos Miguel, Gabriel e Rafael para que me acompanhe durante a jornada deste dia. Em nome de Jesus. Amém.

1º Dia: segunda-feira, 10 de março

Medite em Êxodo 1

Uma das formas que o inimigo usa para oprimir é atacar a família. Matar uma criança é ferir o coração da família. Foi isso que o faraó fez. Cultive, mesmo diante dos ataques do inimigo, sua fidelidade a Deus. Será ela que dará a você a vitória sobre o “faraó”.

Para guardar: “Porque elas haviam temido a Deus, Ele fez prosperar suas famílias.” (v. 21)

2º Dia: terça-feira, 11 de março

Medite em Êxodo 2

Deus tem um propósito, mesmo quando tudo parece impossível. Foi o que aconteceu com a criança salva das águas, Moisés. Ainda que pareça prevalecer a opressão, Deus jamais esquecerá de sua Aliança. Confie nele  e saiba que sua história está nas mãos providentes do Pai.

Para guardar: “Deus ouviu seus gemidos e lembrou-se de sua aliança com Abraão, Isaac e Jacó.” (v. 24)

3º Dia: quarta-feira, 12 de março

Dia de jejum

Medite em Êxodo 3

A passagem da sarça ardente tem sido reconhecida como um processo da alma que busca se aproximar de Deus. É preciso tirar as sandálias, esvaziar-se de si e aproximar-se d’Ele de uma forma nova. Do encontro com Deus brota a missão de Moisés. Sem encontro real, a missão padece de intimidade; sem missão, o encontro é apenas intimismo estéril.

Para guardar: “Tira as sandálias dos teus pés, porque o lugar em que te encontras é uma terra santa.” (v. 5)

4º dia: quinta-feira, 13 de março

Medite em Êxodo 4

Se Deus lhe pede algo, Ele o capacitará para tanto. Coloque o que você é e tem ao dispor do Senhor e deixe que Ele use você em sua obra. Não recue diante dos obstáculos; a mão do Senhor  estará com você para guardá-lo.  Para tanto, procure ser obediente à sua Voz: “Senhor, que queres que eu faça?”

Para guardar: “Vai, pois, eu estarei contigo quando falares, e ensinar-te-ei o que terás de dizer.” (v. 12)

5º dia: sexta-feira, 14 de março

Dia de Jejum

Medite em Êxodo 5

Pode ser que os fardos pesem sobre você e que se multipliquem e você se sinta sobrecarregado. Leve estes fardos a Jesus e Ele trará alívio para sua vida. Pode ser que não seja você, mas alguém que você sabe que está sobrecarregado. Ore por esta pessoa. Deus é maior que o poder do “faraó”.

Para guardar: “Deixa ir o meu povo, para que me faça uma festa no deserto.” (v. 1)



6º dia: sábado, 15 de março


        Dia de São Clemente Maria Hoffbauer

Medite em Êxodo 6

Deus renova com o povo de Israel a Aliança que fizera com Abraão e seus descendentes. Ele se compromete com seu povo, mas nem sempre encontra predisposição nos corações. Em Jesus, no seu Batismo, o Pai fez uma Aliança com você. E você? Tem vivido comprometidamente com o Senhor?

Para guardar: “Eu sou o Senhor; vou libertar-vos do jugo... e livrar-vos de sua servidão.” (v.6)

 

7º dia: domingo, 16 de março

Medite em Êxodo 7

As águas hoje são corrompidas pela ganância do homem que as exploram e deterioram. Há um rio em seu interior que, pelo poder do Espírito Santo, jorra para dar-lhe vida. O Espírito é a 

fonte, mas as águas correm como um rio nas diversas áreas de sua vida. Como você tem cuidado delas? Elas estão ficando envenenadas?

Para guardar: “Estenderei minha mão... e farei sair dele os meus exércitos, meu povo.” (v. 4)

8º dia: segunda-feira, 17 de março

Medite em Êxodo 8

Todos os acontecimentos são um convite para darmos ouvidos à voz de Deus e da natureza por Ele criada. Mas, como aconteceu com o faraó, também o coração dos homens parece endurecer-se cada vez mais. E o seu? Ore pela humanidade que, mesmo diante dos muitos sinais, continua indiferente ao amor e ao poder de Deus.

Para guardar: “Isso é o dedo de Deus!” (v. 19)

9º dia: terça-feira, 18 de março

Medite em Êxodo 9

Não é fácil superar a dureza de coração. É só olhar com atenção para o nosso interior e ver como ele se apega a mesquinharias. Com que dificuldade aprendemos, com que dificuldade nos convertemos. Por isso, a busca de conversão deve ser contínua. “Portanto, como diz o Espírito Santo: Se ouvirdes hoje a sua voz, não endureçais os vossos corações”(Hb 3, 7-8). Aí está o alerta da Palavra de Deus.

Para guardar: “Eu pequei. O Senhor é justo; eu e meu povo fomos culpados.” (v. 27)

 10º dia: quarta-feira, 19 de março

Dia de Jejum 

Dia de São José

Medite em Êxodo 10

Os gafanhotos também varreram Israel em outro momento da história (Joel 1, 4). Eles são o símbolo de tudo aquilo que corrói a vida, destruindo-a. A forma de combater o “gafanhoto” é viver na presença do Senhor e usar de sua autoridade. Repreenda o devorador na sua vida e na vida dos seus.

Para guardar: “Para que saibais que eu sou o Senhor!” (v. 2)

- PARA CONFERIR O ROTEIRO COMPLETO, CLIQUE AQUI. 

http://www.paroquiadagloria.org.br/conteudo/userfiles/campanha(1).pdf

http://www.paroquiadagloria.org.br/?pagina=noticia&id=348

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Comentário de monica rocha em 10 março 2014 às 16:37

FORTÍSSIMA CAMPANHA ! MUITA FÉ E DETERMINAÇÃO. SUGIRO REZAR 40 PAI NOSSOS, DIARIAMENTE. É UMA ANTIGA DEVOÇÃO MINHA QUE ESTOU RETORNANDO. ACHO IDEAL PARA ESSA CAMPANHA DE 40 DIAS DE DESERTO. QUE DEUS ABENÇÕE A TODOS.

Comentário de Nilda Maria Calmon Ribeiro Scaff em 9 março 2014 às 22:17

Obrigada

Comentário de Roseane Valle em 9 março 2014 às 18:48

Grata Regina

Comentário de Edna Alves Revoredo em 9 março 2014 às 16:26

Acredito que não terei dificuldade para esse jejum, pois já faço algum tempo um cardápio mais saudável, mais sendo a quaresma, são dias de tentações, espero que com coração em oração e vigiando conseguirei cumprir. 

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