Ave Luz

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Evangelho do dia - (Lc 19,45-48)- Fizestes da casa de Deus um antro de ladrões

Evangelho (Lc 19,45-48)

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.

— Glória a vós, Senhor.

 

Naquele tempo, 45Jesus entrou no Templo e começou a expulsar os vendedores. 46E disse: “Está escrito: ‘Minha casa será casa de oração’. No entanto, vós fizestes dela um antro de ladrões”. 47Jesus ensinava todos os dias no Templo. Os sumos sacerdotes, os mestres da Lei e os notáveis do povo procuravam modo de matá-lo.48Mas não sabiam o que fazer, porque o povo todo ficava fascinado quando ouvia Jesus falar.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Fizestes da casa de Deus um antro de ladrões. Padre Queiroz

Sexta - 22 de Novembro de 2013 -Evangelho - Lc 19,45-48
Fizestes da casa de Deus um antro de ladrões.
Este Evangelho narra Jesus expulsando os vendedores do Templo. E cita o Antigo Testamento: “Está escrito: A minha casa é casa de oração (Is 56,7); mas vós fizestes dela um antro de ladrões” (Jr 7,11). O episódio é fruto do grande zelo que Jesus tem pela casa de Deus. “O zelo por tua casa me há de devorar” (Jo 2,17).
Essa expulsão dos vendedores do Templo é um sinal profético de Jesus que, por um lado, denuncia a corrupção do culto realizado no Templo, por outro anuncia o fim da religião da antiga aliança. Isso desagradou os chefes do povo, que tentaram eliminar Jesus. Esse fim da religião praticada no Templo foi bem simbolizado na cena acontecida na hora da morte de Jesus: “O véu do templo rasgou-se de alto a baixo no momento em que Jesus morre na Gólgota” (Mt 27,51). O próprio Jesus será o novo templo da nova religião que brotará da nova aliança no seu sangue.
Os nossos templos, altares, ritos e oferendas têm valor cultual, mas não se bastam a si sós. Para que o culto seja vivo, precisa ser autêntico, correspondendo à vida da Assembléia celebrante. A vida e o culto devem ser ligados, senão ele se torna uma provocação a Deus.
“Assim fala o Senhor: Conheço a tua conduta. Não és frio nem quente. Oxalá fosses frio ou quente! Mas porque és morno, nem frio nem quente, estou para vomitar-te de minha boca” (Ap 3,15-16).
Por outro lado, a vivência da fé, sem deixar de ser pessoal, tem de ser comunitária e celebrativa. A dinâmica da vida cristã é circular: ver > julgar > agir > celebrar > rever > ver...
Vamos zelar pelo bom ambiente da nossa igreja ou capela, tornando-a realmente uma casa de oração, de respeito a Deus e de fraternidade.
Assim, com certeza, ela será um manancial da Água Viva da graça de Deus, onde todos os que entram encontram a paz, o caminho, a verdade e a vida.
Mesmo que venha perseguição sobre nós, como aconteceu com Jesus, compensa fazer isso, porque “a minha casa será chamada casa de oração”.
Havia, certa vez, uma aldeia de plantas no fundo de um rio. A correnteza era forte e as plantas se agarravam às pedras com todas as raízes, para não serem despedaçadas. Era sempre igual a vida das plantas daquela aldeia: segurar-se nas pedras do fundo do rio, com medo de serem arrastadas pela correnteza. Todo dia era sempre igual: a luta pela sobrevivência, sem nunca verem a luz do sol.
Um dia, uma das plantas disse: “Eu não agüento mais! Não tem sentido viver desse jeito. Eu vou soltar as raízes das pedras, quero ver a superfície da água.
As outras plantas riram dela. “Você é louca! Se você soltar as raízes, a correnteza vai despedaçar você contra as pedra das margens. Não invente. Não queira ser diferente. Sempre vivemos assim, por que mudar?”
A planta respondeu: “Não importa. Prefiro morrer despedaçada contra as pedras a morrer aqui de tédio aqui, sempre presa a essas pedras”. E, respirando fundo, soltou as raízes.
Logo a correnteza tomou-a, jogou-a contra as pedras das margens, precipitou-a nas cachoeiras, machucou-a. Mas a planta resistiu e, bebeu a luz do sol. Com o tempo, o rio chegou a lugares tranqüilos e ela conseguiu parar numa margem. Acostumou-se logo a viver bem mais livre, na superfície. Enquanto isso, as outras plantas continuavam presas às pedra do fundo rio, na mesma luta e monotonia de sempre.
Jesus veio propor uma mudança, um novo tipo de templo. Mas o povo do seu país preferiu ficar agarrado às estruturas arcaicas, sem soltar as raízes. E o pior: Mataram aquela Planta que quis modificar e que Deus mandou à terra para isso. É sempre assim: quem não quer caminhar procura impedir que os outros caminhem.
Maria Santíssima é chamada Templo de Deus, porque nela Deus Filho morou durante nove meses. Peçamos a ela que nos ajude a obedecer ao seu Filho, respeitando a casa de Deus.
Fizestes da casa de Deus um antro de ladrões.

Padre Queiroz
DIA DE SANTA CECILIA

Hoje celebramos a santidade da virgem que foi exaltada como exemplo perfeitíssimo de mulher cristã, pois em tudo glorificou a Jesus. Santa Cecília é uma das mártires mais veneradas durante a Idade Média, tanto que uma basílica foi construída em sua honra no século V. Embora se trate da mesma pessoa, na prática fala-se de duas santas Cecílias: a da história e a da lenda. A Cecília histórica é uma senhora romana que deu uma casa e um terreno aos cristãos dos primeiros séculos. A casa transformou-se em igreja, que se chamou mais tarde Santa Cecília no Trastévere; o terreno tornou-se cemitério de São Calisto, onde foi enterrada a doadora, perto da cripta fúnebre dos Papas.

No século VI, quando os peregrinos começaram a perguntar quem era essa Cecília cujo túmulo e cuja inscrição se encontravam em tão honrosa companhia, para satisfazer a curiosidade deles, foi então publicada uma Paixão, que deu origem à Cecília lendária; esta foi sem demora colocada na categoria das mártires mais ilustres. Segundo o relato da sua Paixão Cecília fora uma bela cristã da mais alta nobreza romana que, segundo o costume, foi prometida pelos pais em casamento a um nobre jovem chamado Valeriano. Aconteceu que, no dia das núpcias, a jovem noiva, em meio aos hinos de pureza que cantava no íntimo do coração, partilhou com o marido o fato de ter consagrado sua virgindade a Cristo e que um anjo guardava sua decisão.

Valeriano, que até então era pagão, a respeitou, mas disse que somente acreditaria se contemplasse o anjo. Desse desafio ela conseguiu a conversão do esposo que foi apresentado ao Papa Urbano, sendo então preparado e batizado, juntamente com um irmão de sangue de nome Tibúrcio. Depois de batizado, o jovem, agora cristão, contemplou o anjo, que possuía duas coroas (símbolo do martírio) nas mãos. Esse ser celeste colocou uma coroa sobre a cabeça de Cecília e outra sobre a de Valeriano, o que significava um sinal, pois primeiro morreu Valeriano e seu irmão por causa da fé abraçada e logo depois Santa Cecília sofreu o martírio, após ter sido presa ao sepultar Valeriano e Tibúrcio na sua vila da Via Ápia.

Colocada diante da alternativa de fazer sacrifícios aos deuses ou morrer, escolheu a morte. Ao prefeito Almáquio, que tinha sobre ela direito de vida ou de morte, ela respondeu: “É falso, porque podes dar-me a morte, mas não me podes dar a vida”. Almáquio condenou-a a morrer asfixiada; como ela sobreviveu a esse suplício, mandou que lhe decapitassem a cabeça.

Nas Atas de Santa Cecília lê-se esta frase: “Enquanto ressoavam os concertos profanos das suas núpcias, Cecília cantava no seu coração um hino de amor a Jesus, seu verdadeiro Esposo”.Essas palavras, lidas um tanto por alto, fizeram acreditar no talento musical de Santa Cecília e valeram-lhe o ser padroeira dos músicos. Hoje essa grande mártir e padroeira dos músicos canta louvores ao Senhor no céu.

Santa Cecília, rogai por nós!

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Comentário de maria de lourdes de farias lima em 22 novembro 2013 às 15:30

BOA TARDE

SANTA CECILIA ROGAIS POR NOS

MUITO OBRIGADA

Comentário de Rosangela Moraes de Jesus em 22 novembro 2013 às 11:27

Santa Cecília, rogai por nós! Linda, não? Obrigada.

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